omunidades tradicionais de 26 unidades de conservação, pesquisadores e instituições se reuniram nos dias 29 e 30 de março para planejar ações de uso sustentável de recursos naturais que estão sob intensa pressão ambiental e expostas a ameaças climáticas. Através de pesquisa, de metodologias de manejo da biodiversidade e do conhecimento tradicional e indígena, a iniciativa busca também fortalecer o protagonismo dos povos da floresta, fundamentais para a proteção de ecossistemas amazônicos.

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Realizado simultaneamente em Tefé (AM), no Instituto Mamirauá, e em Bragança (PA), no Instituto Federal do Pará, além das participações online, o Encontro Anual é um mecanismo de avaliação participativa dos ciclos de implementação dos projetos Entre Águas Amazônicas e Sustenta Mangue, iniciativas que vêm fomentando e implementando estratégias de conservação participativa aliadas à geração de renda e à segurança alimentar em áreas de mangue e várzea, ecossistemas prioritários para a conservação e para a inovação em pesquisa científica em bioeconomia.
As áreas protegidas contempladas pelos projetos, somadas, representam um território maior que a Suíça e envolvem, de ponta a ponta, as reservas extrativistas da Costa Paraense, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Terras Indígenas no Amazonas, a Floresta Nacional e a Floresta Estadual do Amapá, entre outras áreas de importância socioambiental. Integrados, os dois projetos têm como um dos destaques a expansão do manejo do pirarucu, por meio de pesquisas na ponta, metodologias bem-sucedidas de manejo de recursos naturais e ações integradoras. Desenvolvida pelo Instituto Mamirauá e hoje replicada em grande parte da bacia amazônica, esta metodologia inovadora de uso sustentável da biodiversidade para alimentação e geração de renda ganhou novo impulso na última semana de março, com o Governo Federal anunciando a aprovação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que beneficiará 5 mil manejadores no Amazonas.
Também estão entre as macroentregas dos projetos a estruturação da cadeia de manejo do jacaré, o fortalecimento de práticas agroecológicas, a expansão do turismo de base comunitária e o fortalecimento do manejo florestal madeireiro no Amazonas, bem como o não madeireiro, no Amapá; e o manejo do caranguejo-uçá e outros pescados nas reservas extrativistas da Costa Paraense. Com duração de 4 anos, a iniciativa tem como meta impactar positivamente mais de 8.000 pessoas diretamente e um número potencialmente maior de pessoas beneficiadas indiretamente.
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O projeto Entre Águas Amazônicas é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e conta com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no papel de agência implementadora e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como agência executiva. O projeto Sustenta Mangue é financiado pela Fundação Gordon e Betty Moore. A execução de ambos os projetos é de responsabilidade do Instituto Mamirauá, centro de excelência em pesquisa aplicada vinculado ao MCTI.
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As iniciativas contam com a parceria imprescindível das associações de moradores e usuários das áreas protegidas, além de coletivos. Órgãos de governo federais, estaduais e municipais e diversas outras organizações estratégicas formam a rede de apoio aos projetos, que funcionam de forma integrada.