TRANSPORTE FLUVIAL

Interdição de rodovia leva o uso de balsas para evitar o desabastecimento no AM

O foco emergencial é garantir o transporte de combustível e de cargas de gêneros alimentícios para o município


Carretas com cargas como alimentos e combustíveis estão sendo levadas de balsa de Humaitá (a 696,4mquilômetros de Manaus) para a Prainha, no próprio município. O transporte é a alternativa para contornar trecho alagado no km 589,5 – conhecido como quilômetro 20 – da BR-230 (Transamazônica) no Amazonas. O trecho por terra está interditado.

Foto: Divulgação

As balsas, fornecidas pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte Terrestre), navegam por aproximadamente 680 quilômetros pelo Rio Madeira, que nesta época do ano enche e transborda em algumas partes do percurso.

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Conforme o boletim do SGB (Serviço Geológico do Brasil), o Madeira está em processo de estabilidade, registrando descidas diárias médias de 6 cm em Porto Velho e 2 cm em Humaitá, onde os níveis estão um pouco acima da faixa da normalidade para o mês de abril. O nível do rio no município era d 23,73 no dia 22 de abril. A cota máxima nesta época do ano é de 25,73 metros.

Em abril do ano passado o Rio Madeira atingiu 25,44 metros de profundidade em Humaitá, dois metros acima da cota de 1997. Várias áreas do município são alagadas com a cheia do rio. O transporte das carretas por balsa começou domingo (27), informou o Dnit. Uma segunda balsa com veículos de carga começou a operar na segunda-feira (28).

O foco emergencial é garantir o transporte de combustível e de cargas de gêneros alimentícios para o município, com o objetivo de evitar o desabastecimento na cidade. Essa logística de transporte é imprescindível para evitar que carretas fiquem retidas na estrada. Cada balsa tem capacidade para transportar dez veículos, incluindo carretas e caminhões.

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