CIDADES

David Almeida anuncia lei para multar quem joga lixo em local público

O prefeito de Manaus afirmou também que estão trabalhando em um projeto de novo aterro, que deverá explorar o gás metano para fins energéticos.


O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (21/05) que a prefeitura está estudando a criação de uma lei para multar pessoas que jogam lixo em local público ou inapropriados. Segundo ele, a punição financeira é para conscientizar a população sobre os danos que o lixo causa na cidade.

Foto: Valter Calheiros/AM ATUAL

“É preciso a conscientização. Infelizmente, as pessoas só tomam uma atitude quando é mexido no bolso. Nós precisamos multar. Não queremos, mas, se for preciso, para o bem da cidade de Manaus, nós precisamos aprovar uma legislação, como já está sendo feito, para a gente poder conscientizar”, disse o prefeito.

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De acordo com David Almeida, 40 servidores municipais atuam em ações de conscientização ambiental na capital. Ele afirmou que a prefeitura possui um mapeamento dos bairros com maior incidência de descarte irregular de lixo e que equipes são enviadas a esses locais com frequência.

“Vou dar um exemplo para vocês: passe na Avenida Brasil, na Compensa, ali, Santo Antônio, São Jorge, 5h da manhã. A avenida está toda limpa. Quando chega 9h, eles colocam lixo no mesmo lugar que nós tiramos. Então, é preciso um trabalho desse de conscientização”, declarou.

O prefeito também mencionou o uso inadequado de canteiros centrais da cidade, que, segundo ele, têm sido usados como pontos de descarte por lojistas. Para ele, medidas mais duras são necessárias para diminuir a produção de lixo em Manaus.

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“Não adianta eu reforçar com equipes, reforçar com equipamentos, se a quantidade de lixo continua aumentando”, reclamou David Almeida. Na capital são recolhidas em média, 2,3 mil toneladas de resíduos diariamente, o equivalente a 575 caminhões caçamba cheios.

Aterro sanitário

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Davi afirmou também que estão trabalhando em um projeto de novo aterro, que deverá explorar o gás metano para fins energéticos. “Estamos trabalhando também a questão do novo aterro [sanitário] para a gente poder também melhorar a questão energética, utilizando o gás metano que tem no aterro, para que a gente possa explorar pelos próximos anos. Mas isso tudo depende de licenças ambientais. Portanto, trabalhar a consciência educacional em relação ao meio ambiente é fundamental pra gente melhorar a nossa sociedade”, comentou.