ECONOMIA

Encontro promovido pelo Sebrae impulsiona vendas e amplia mercado para o artesanato amazonense

Circuito de rodadas conecta lojistas de todo o país a produtores de diferentes regiões do estado e já movimentou mais de R$300 mil em negócios


Mais do que aproximar compradores e produtores, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae/AM) vem estruturando uma rede comercial capaz de transformar o artesanato regional em oportunidade concreta de mercado. Nesta terça-feira (29), no Shopping do Artesanato e Economia Solidária, na avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul de Manaus, a instituição encerrou mais uma etapa do “Encontro para Tecer Negócios”, circuito de agendas comerciais que passou por Benjamin Constant, São Gabriel da Cachoeira e chegou à capital conectando artesãos de diferentes territórios a lojistas de várias partes do país.

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Somadas, as ações já movimentaram mais de R$ 300 mil em comercialização, impulsionando renda para empreendedores indígenas e ribeirinhos, e fortalecendo a economia do estado.

A agenda em Manaus reuniu produtores de municípios como Barcelos, Parintins, Novo Airão e Maraã, além de comunidades do Rio Negro e da zona rural da capital, em um ambiente estruturado para negociação, com espaço de exposição, setor de embalagem e suporte financeiro, pensados para profissionalizar a comercialização, qualificar a apresentação dos produtos e ampliar o acesso a novos mercados.

O objetivo vai além da venda. Ao reunir investidores e produtores em um mesmo espaço, o Sebrae fortalece vínculos comerciais que seguem ativos após cada encontro, gerando novas encomendas, canais permanentes de relacionamento e oportunidades recorrentes de renda para quem vive da produção artesanal.

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A lojista Ana Maria, da Galeria Pé de Boi, no Rio de Janeiro, que atua há quatro décadas no segmento de artes populares, destaca o diferencial da atuação do Sebrae Amazonas na construção dessa ponte comercial. “O Sebrae do Amazonas realmente abre as portas para o lojista, com uma infraestrutura incrível, apoio, orientação e contato direto com quem produz. Quando se investe nessa aproximação com o mercado, o artesão sai ganhando. E eu posso afirmar: já fiz ótimos negócios graças a essa iniciativa”, comemora.

O impacto econômico da iniciativa também alcança quem integra o ecossistema local de comercialização. No Shopping do Artesanato, lojistas que atuam diariamente no espaço ampliaram vendas e consolidaram novos relacionamentos comerciais a partir da circulação de compradores atraídos pela programação promovida pelo Sebrae/AM.

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É o caso da artesã e comerciante Délia Veloso, da loja Amazon Eco Joias, que relata resultados expressivos obtidos durante a agenda. “Esse movimento é grandioso porque os compradores circulam, conhecem as lojas, escolhem com liberdade e compram. Vendi muito bem e, mais importante, criei novos contatos. Muitos lojistas que conheci anos atrás continuam comprando comigo até hoje. É uma relação comercial que permanece”, destaca.

A diversidade produtiva também marcou o encontro. De Maraã, o coletivo Teçume D’Amazônia, formado por 25 mulheres ribeirinhas, apresentou cestarias, peneiras e balaios produzidos com fibra de cauaçu. A atividade representa a principal fonte de sustento de muitas famílias da comunidade e alia manejo sustentável à valorização dos recursos naturais da floresta.

De Barcelos, o Núcleo de Arte e Cultura Indígena de Barcelos (Nacib) levou peças produzidas com piaçaba, cipós, arumã, sementes naturais e madeira, transformadas em biojoias, cestarias, móveis e itens decorativos por artesãos indígenas das etnias Baré, Baniwa, Tariano, Tukano e Tuyuca.