Saúde

Ceia de Natal e Réveillon: nutricionista oncológica orienta pacientes em tratamento e pessoas que querem cuidar da saúde

Com mais de 700 mil novos diagnósticos de câncer no Brasil, a má alimentação durante o período festivo acende um alerta para possíveis complicações e desconfortos


As festas de fim de ano chegam acompanhadas de mesas fartas, encontros familiares e excessos alimentares que podem trazer desconforto tanto para quem está em tratamento oncológico quanto para quem apenas deseja iniciar o novo ano com mais leveza e saúde. Pensando nisso, a *nutricionista especializada em oncologia Suriel Melo, da Oncológica do Brasil*, reforça que é possível celebrar sem colocar a saúde em risco, desde que alguns cuidados importantes sejam observados.

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Segundo a nutricionista, o final do ano costuma ser um período sensível para pacientes oncológicos, que já lidam com alterações no paladar, menor apetite, náuseas e maior suscetibilidade a infecções. “A ceia pode e deve ser um momento prazeroso, mas a alimentação precisa ser adaptada às limitações do organismo durante o tratamento. Pequenos cuidados fazem toda a diferença para evitar mal-estar e garantir segurança alimentar”, explica Suriel Melo.

*O que pode e deve fazer parte da ceia de pacientes oncológicos*

De acordo com a nutricionista, optar por preparações leves e bem cozidas é a melhor estratégia para aproveitar a data sem desconfortos.
* Carnes magras, como peru, frango ou peixe, bem assadas ou cozidas.
* Frutas frescas, especialmente as ricas em água e antioxidantes, como melão, uva e pera.
* Arroz, purês, legumes cozidos e saladas bem higienizadas.
* Castanhas e nozes, em pequenas porções, para garantir boas gorduras e energia.
* Hidratação constante, com água, água de coco e sucos naturais.

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“Alimentos leves, bem cozidos e de fácil digestão ajudam a minimizar enjoos e desconfortos gastrointestinais, que são comuns durante quimioterapia e radioterapia”, reforça a especialista.

*O que deve ser evitado durante o tratamento*

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Alguns itens da mesa natalina podem trazer riscos, principalmente para pacientes com baixa imunidade ou sensibilidade digestiva. Entre eles:
* Carnes cruas ou malpassadas, como peixes e preparações com ovos crus.
* Alimentos muito gordurosos ou condimentados, como farofa pesada, frituras e molhos fortes.
* Bebidas alcoólicas, que podem interagir com medicamentos e agravar sintomas.
* Excessos de açúcar, que aumentam a sensação de mal-estar e náusea.
* Saladas cruas mal higienizadas, que oferecem risco de contaminação.

“A regra é sempre priorizar a segurança alimentar. Pacientes em tratamento estão mais vulneráveis a infecções e intoxicações, por isso não devem consumir alimentos de procedência duvidosa ou refeições que ficaram muito tempo fora da refrigeração”, orienta Suriel Melo.

*Dicas para quem não tem câncer, mas quer manter uma alimentação equilibrada*

O período festivo também pode ser um desafio para quem deseja preservar bons hábitos. Suriel ressalta que as recomendações não precisam ser rígidas basta buscar equilíbrio.
* Montar o prato com maior volume de saladas e legumes, antes das opções mais calóricas.
* Evitar repetir o prato automaticamente, respeitar a saciedade.
* Dosar doces e sobremesas, sem culpa, mas com consciência.
* Reduzir o álcool e intercalar com água.
* Preferir preparações no forno ou cozidas em vez das fritas.
* Não “pular refeições” antes da ceia, o que aumenta a fome e leva a excessos.

“O fim de ano é um momento de celebração, não de restrição. O importante é ter consciência das escolhas, evitar exageros e aproveitar a noite com equilíbrio. Uma alimentação cuidadosa protege o organismo, melhora o bem-estar e até reduz a sensação de peso no dia seguinte”, completa a nutricionista.